"Callegaro, na Itália, é como Silva no Brasil", disse-me uma vez um funcionário irritado lá do consulado italiano. Bem, nasci em São Caetano do Sul, SP, região que no começo do século XX foi ocupada e desenvolvida principalmente por imigrantes europeus. Meus avós paternos, Ernesto e Marietta, foram um desses imigrantes. Vindos da Itália, ele de Padova e ela de Pisa, casaram-se aqui no Brasil e tiveram todos seus 11 filhos no Brás. Pelo lado materno, vovô Paulo, de origem portuguesa e africana, era filho de fazendeiro que teve escravos e morreu falido na região do Rio de Janeiro. Vovó Ana era a típica mistura brasileira, francesa com português. História nada comum em nosso país, não é? Parece mais uma "terra nostra".

FORMAÇÃO:
Desde cedo, minha família me incentivou para o estudo da música: piano, violino e flauta. Por opção, acrescentei, com cursos livres e com a graduação, o teatro e as artes plásticas. Não sabia, mas caminhava para ser uma profissional multimídia. Isso só constatei quando, por acaso, fiz um curso de especialização de rádio e TV na ECA/USP, e a tecnologia, com sua possibilidade de convergir as linguagens artísticas, fascinou-me. Fiz o mestrado e o doutorado na confluência entre arte, educação e comunicação.

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:
Tenho muito tempo de estrada na área da educação. Trabalhei o ensino da arte em contextos diversos, como Diamantina e Ouro Preto (MG), escolas particulares e públicas, da região de São Paulo. Conheço muito bem o cotidiano da escola pública porque vivo nele, torço por ele e o fiz, há muito tempo, objeto das minhas pesquisas no Mestrado e Doutorado. A tecnologia entrou na minha vida profissional em 1989 e continuo acreditando nela.

INTERESSES:
Gosto muito de cinema, de ir às exposições de fotografia, de ouvir música, de dançar e ver dançar, de arte em geral. Como disse, não consegui fazer apenas uma escolha. Gosto também de nadar. Viajar, nem se fala, e sair, e conversar com as pessoas, ouvir suas histórias de vida, é tão bonito. Acho que a Internet nos possibilita um pouco disso, aproximar-se das pessoas e, com suas histórias de vida, construir uma ação em comum.


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