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Quando pensamos em
tecnologias na escola, falamos de computadores e Internet e esquecemos
que os meios mais importantes, de maior impacto e abrangência são a televisão
e o vídeo. Ainda não sabemos compreendê-los e utilizá-los bem.
O vídeo está, inerentemente, ligado à televisão e a um contexto de lazer,
de entretenimento, que passa imperceptivelmente para a sala de aula. Vídeo,
na cabeça dos alunos, significa descanso e não "aula", o que modifica
a postura, as expectativas em relação ao seu uso. Precisamos aproveitar
essa expectativa positiva para atrair o aluno para os assuntos do nosso
planejamento pedagógico. Mas, ao mesmo tempo, saber que necessitamos prestar
atenção para estabelecer novas pontes entre o vídeo e as outras dinâmicas
da aula.
As linguagens da TV e do vídeo respondem à sensibilidade dos jovens e
da grande maioria da população adulta. São dinâmicas, dirigem-se antes
à afetividade do que à razão. O jovem lê o que pode visualizar, precisa
ver para compreender. Toda a sua fala é mais sensorial-visual do que
racional e abstrata. Lê, vendo.
A linguagem audiovisual desenvolve múltiplas atitudes perceptivas: solicita
constantemente a imaginação e reinveste na afetividade, com um papel de
mediação primordial no mundo, enquanto que a linguagem escrita desenvolve
mais o rigor, a organização, a abstração e a análise lógica. É importante
aproximar a televisão e o vídeo do computador e utilizá-los de forma integrada
e inovadora, diante da cada vez mais visível convergência das mídias.
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